Quem é o livro?

É absolutamente estonteante o nível de leviandades que hoje atingem o livro, e de um passado glorioso e rico podemos afirmar muitas coisas, menos que o livro seja leviano; é ele o ápice do desenvolvimento intelectual, mesmo quando prático, pois tudo que contém e pode conter é uma representação mental, mediada por símbolos, signos e códigos. Conhecimento em certa profundidade só em livros, quem sabe muito sobre algum assunto é instado a deixar sua marca em formato de livro, pois é ele o único que através da história e das gerações humanas foi capaz de dar continuidade ao mundo das idéias, a vida intelectual da humanidade.

Desta maneira quando ouço de forma repetitiva que o livro de palavras morreu, que ninguém mais vai querer ler, que livro é coisa antiga, ultrapassada, sem futuro, tenho absoluta certeza, quem faz estas afirmações não lê, não sabe o que é um livro, e não entendem o nível de estupidez que estão proferindo, ignorância, leviandade. Hoje o livro é visto por muitos como mais um produto de mercado, com seu valor atrelado à sua capacidade de venda e existência como produto, mas apesar da hegemonia das relações comerciais, a vida humana é mais que um produto, o ser individual não é passível de ser produtificado, e assim é também o livro de verdade, veículo do pensamento que permite ao homem mortal a imortalidade de suas idéias, e é este livro do qual não se suspeita, este que está de sua maneira atrelado ao desenvolvimento humano, impossível separar, é ele apenas ferramenta, mas poderosa pois é o único capaz de portar o pensamento em grande profundidade. No livro lemos e relemos, as palavras estão ali e basta um movimento de olho para repetir a mesma frase, decompô-la em palavras, ou ordenar suas unidades, brincar e manipular uma idéia ou pensamento, nenhum outro veículo tem esta capacidade, e assim faz com que o livro seja o transmissor perfeito da elaboração intelectual humana.

O homem é o único animal capaz de manipulação intelectual avançada, pensamento abstrato, e isso não vem com genes, eles nos permitem a capacidade deste desenvolvimento, mas sua existência não é fator filogênico mas ontogênico, deve ser desenvolvido; pelos estudos de Piaget sabemos que as crianças só terão domínio desta lógica abstrata lá pelos dez ou onze anos, mas estas idades não são fixas e dependem do desenvolvimento mental, é uma progressão intelectual; e a progressão intelectual da humanidade, em vez de estar na memória perene do indivíduo está nos livros, e sem eles não haveria epistemologia possível. As civilizações primitivas dependiam da tradição oral, mas o desenvolvimento da escrita permitiu o diálogo entre gerações que nunca puderam encontrar-se, o livro é uma extensão da memória, estudos apontam que ler um livro ativa no cérebro regiões semelhantes às experiências reais. Temos apenas o tempo de uma vida, mas através dos livros podemos aproveitar da experiência de nossos antepassados para tornar as nossas experiências hoje mais plenas, aguçando os nossos sentidos para ir além, de posse de toda herança humana deixada nos livros, vivemos mais de uma vida, muitas!

O livro existe deste o desenvolvimento da escrita, variando de suporte durante a história, livros já existiam antes de Gutenberg, caros, copiados a mão, um a um ou em edição única, extremamente restritos; a invenção da prensa só facilitou a confecção de livros, e a igreja preocupou-se pois a posse dos textos dos evangelhos, antes monopólio da igreja, estaria à disposição do povo, e pior, o povo poderia aprender a ler, pois sem livros não há necessidade ou possibilidade do desenvolvimento da leitura. Pouco mais adiante, quando começaram a imprimir livros em polpa de madeira, o que os tornou ainda mais baratos e populares, foi a hora das universidades preocuparem-se, pois com seu conhecimento disponível em livros acessíveis aos não universitários, temiam perder a função, pois antes, sem estar na universidade tais conhecimentos estariam indisponíveis ao indivíduo. Mas mesmo assim o livro prosperou e a humanidade prosperou com eles.

É impossível pensar o desenvolvimento humano sem os livros, e um absurdo pensar em uma sociedade sem livros, disparates da modernidade. Livros favorecem o conhecimento, fomentam o debate e a discussão de idéias, sabe a parte engraçada: hoje, para justificar a ignorância, o não debate, usa-se o argumento vazio da modernidade, esquecendo o passado e o valor de seus argumentos, antigamente usava-se a tradição para justificar a ignorância: “sempre fizemos assim, e é assim que deve ser feito”, uma falácia velha, mas com o mesmo efeito temos a falácia moderna onde ”o novo é melhor, moderno, o velho é ruim”; tanto tradicionalismo como progressismo tem a mesma raiz: ignorância, fuga do debate lógico, medo da argumentação. Assim, em ambos os casos favorece a ignorância, que é combatida com livros, para os tradicionalistas os livros trazem o perigo das novas idéias, dos melhores argumentos, para os progressistas os livros trazem o perigo das velhas idéias, os argumentos que funcionam. Há também um uso ambíguo dos livros, como dogma ou fonte de idéias, Aristóteles usado como dogma pela igreja foi devastador, mas como fonte de idéias é excelente, foi um grande pensador, mas não significa que sabe tudo. Aqueles que tomam um pensador como um todo, estão apenas exercendo o dogmatismo acéfalo, Descartes provou a existência de Deus, e o mesmo Descartes criou o sistema cartesiano e o método científico, se valorizo Descartes não preciso necessariamente aceitar sua prova da existência de Deus, mas uso muito bem o sistema cartesiano; essas pessoas que vêem todo tratado filosófico como um sistema de idéias que deve ser adotado em seu todo, advogam a ignorância do dogmatismo. Tome como exemplo o trabalho de Freud, se pegar separadamente cada acepção verá que ele diz besteiras incomensuráveis e a própria mistificação do id, ego e superego não tem qualquer base fática, é uma explicação similar aos gregos que atribuíam os fenômenos naturais aos Deuses, mas a descoberta do inconsciente e seus processos e efeitos na psicologia consciente é inegável; veja quantas escolas de psicologia existem com      teorias fantasiosas baseando seus métodos, e em realidade, apesar das disparidades teóricas, todas funcionam pois no fundo tentam trazer ao consciente mecanismos e processos do subconsciente, seja ele com o nome que tiver.

O livro é fonte de pensamentos não repositório de verdades, e como em qualquer conversa, há a parte que aceitamos pois nos parece razoável e há a parte que descartamos, mas mesmo o que descartamos nos faz pensar e afirmar nossos valores, eu gosto particularmente do trabalho do Immanuel Kant, e acho que chegou a conclusões notáveis, mas tenho diferenças conceituais fundamentais uma vez que ele diz que a lógica é algo puramente metafísico e eu tendo a considerar a lógica como fruto da causalidade, ou seja sem qualquer existência metafísica. Einstein também era profundo admirador de Kant, mas no caso da relatividade violou o apriorismo kantiano. Darwin descobriu a seleção natural mas nunca foi capaz de divisar um mecanismo que seria possível de explicar tal fenômeno a contento, que o fez Mendel com suas ervilhas. Tudo, absolutamente tudo em livros, estão eles hoje mortos, mas posso ter contato com seus pensamentos, vivos, parte da base que assenta a sociedade atual, vivemos uma evolução de idéias que estão em livros, assim, vejam o tamanho do disparate que é uma sociedade sem livros, o seu computador, celular, tablet e e-reader só existem por causa dos livros, e livros são necessários para manter esta tecnologia, subproduto do pensamento humano.

A produtificação do livro é um dos fatores que tem levado à sua fragilização, acontece que hoje nossa sociedade mercantil é muito mais desenvolvida, pragmática e finalista, e toda atividade humana é reduzida às interações comerciais, e estas são voltadas à geração de lucro, assim, tudo resume-se a ter o melhor produto que gera o maior lucro líquido, todo o resto é esquecido nesta competição. Tudo que vende pouco e dá pouco lucro é deixado de lado, e entre eles o livro. Tem gente que afirma que devemos ao capitalismo os confortos da sociedade moderna, discordo, uma vez que é este mesmo capitalismo que nos incentiva a abandonar atividades que não dão lucro, ou que dão pouco lucro para as que dão mais, é este o acerto último do capitalismo, seu ápice, e nesta visão mercantil pragmática enterra-se o empreendimento humano, que nem sempre busca o lucro. O capitalismo bem desenvolvido é tão ruim quanto as supostas economias planejadas do socialismo, a diversidade, o empreendimento só existe no capitalismo incipiente, pois aquele que atingiu seus objetivos só tem olhos para os maiores lucros, não para o lucro que permite a vida modesta, não para atividades que não visem lucro, o lucro, base do capitalismo é igualmente mediocrisante e podemos ver isso claramente no mercado de livros: é necessário um investimento para a existência de um livro, investimento do autor na forma de trabalho, investimento financeiro para imprimir e distribuir este mesmo livro, investimentos devem ser pagos e além disso o livro deve gerar um lucro condizente, portanto, não importa o quão magnífico e maravilhoso seja um livro, ele deve dar lucro, e se este livro só conseguir ser apreciado por um punhado de pessoas, ele não presta, não tem popularidade, não tem escala, não dá lucro, não deve existir! Quantos dos grandes livros da história caem nesta categoria de não existência? Quantos destes livros não seriam escritos ou impressos se levarmos em conta o pensamento pragmático capitalista? A realidade é que a interação mercantilista tenta intermediar toda relação humana, e este é o verdadeiro capitalismo, relações fora deste ambiente de lucro são desconsideradas, não existentes, e assim provo e mostro que o capitalismo não é capaz de criação, apenas de repetição, não é ele advogado da livre iniciativa, pois isso pode significar prejuízo, falha, e o capitalismo moderno e desenvolvido não admite falha e risco. O grande capitalista gosta da certeza do lucro, não da incerteza do risco, e muitas vezes o sucesso no caso de livros é e sempre será apenas o fracasso mercantil. Se tivemos bibliodiversidade foi pelo fato das editoras serem amadoras, investindo em livros que dariam prejuízo, nada que quer as grandes e potentes do mercado, o problema é que evitar o risco, dar a garantia do lucro, é o caminho mais que certo da mediocridade.

Se duvidam do que digo vejam o caso evidente da televisão a cabo, toda a sua programação é baseada em fórmulas velhas do que deu certo antes, vejam a indústria do cinema, quanto maior mais medíocre! Quase não vou mais ao cinema e tenho centenas de canais com nada que preste para ver, há diversidade? Não! Há muita coisa, há muito lixo, mas diversidade? Nada! É tudo igual e formulaico, segue a receita do que já deu certo, e com isso tenho centenas de canais e nada para ver, um monte de livro e nada para ler. Qual o motivo de antigamente esgueirar-me por livrarias por anos atrás de um livro? Haviam lá tantos, era só pegar um qualquer… eu tenho um gosto exótico, difícil, pois um destes livros que passei anos procurando em livrarias foi o “Senhor dos Anéis”, valeu? E como valeu! Isso é o que o capitalismo gordinho, profissional e bem desenvolvido nunca vai entender. A livre empreita não é característica do capitalismo, mas do ser humano, e o capitalismo desenvolvido não gosta da livre empreita, não gosta de falha, e o “Senhor dos Anéis” foi uma destas falhas, e isso sem entrar em searas mais eruditas, onde os exemplos saltam.

O e-reader fez com que os ebooks possam competir de igual para igual com o conforto do papel, mais praticidade, mas o mesmo sabor. E é esta característica imaterial do ebook com custo ínfimo de impressão e distribuição que faz com que autores e pequenas editoras possam arriscar-se a falhar e sem por isso perder seu sustento de vida, se é que fui claro, ele tornou o recurso “impressão” mais abundante permitindo que a diversidade floresça, que pessoas como Tolkien possam dar-se ao luxo do fracasso. Nem todo autor viverá de seus escritos, e muitos dos grandes livros não sustentaram seus autores e deram prejuízo aos seus editores, mas estão aí, resplandecentes mendigos a abrilhantar e divertir a cultura humana; e neste ambiente de capitalismo avançado, com mega editoras e sua busca por lucro e medo do fracasso que o ebook e o e-reader vem para preservar o que há de melhor na literatura e nos livros. O comercialismo ignorante vinha minando do livro o que o livro é, fonte das idéias, repositório do melhor do pensamento e criatividade humana, memória consciente da humanidade.

Mas a coisa é ainda mais divertida, por muito tempo livros e cultura foram sinais de status, até o século dezessete os livros de um morto entravam no inventário do seu testamento de tão valiosos, ter cultura era caro, reservado a uns poucos que podiam pagar. Mas não adianta pagar, ter posse de muitos livros, cultura antes de mais nada é vivência, e antes, a possibilidade desta vivência era exclusiva dos abastados, a cultura não estava ao alcance dos pobres. Hoje não mais, sabe aqueles livros que figuravam em testamentos? Hoje estão gratuitos na internet, e sem gastar um mísero tostão você pode ter mais livros que o rei mais poderoso da antiguidade, e cultura não se compra, vive-se. E como isso é dolorido para os bilionários modernos, tem dinheiro, poder e no entanto nem todo o dinheiro do mundo será capaz de lhes dar cultura se pegar um texto um pouquinho mais longo e desistir, não tem como comprar imediatamente cultura como se compra um carro de luxo, é preciso ler, e sem isso, não importa a montanha de dinheiro que possua, será inferior a um pobre coitado que apenas lê. Não adianta ler apenas um livro, nem dez, talvez mil, dois mil, três, se souber pensar, mas vai ter que ler… pode comprar e a mesma pessoa que pegou os livros de graça na internet mas os leu será superior, que inveja! Ter todo dinheiro e ser inferiorizado por um pobretão, que ódio! E tudo isso porque a cultura ficou barata, acessível, mas nunca popular, ainda é um item de status que não se pode comprar com dinheiro, um item de distinção humana.

O livro afronta o capitalismo, a doutrina do imediatismo e o ganho pragmático, ninguém ganha nada lendo, mas vive-se, e isso não é precificável, comprável ou vendível. Aliás o que se ganha com a vida? Dinheiro? Talvez, mas antes de tudo vive-se e isso é uma afronta a todo valor mercantil, a vida individual não tem valor mercantil, mas como o rico inveja quem da vida absorveu cultura, pois de todo seu dinheiro, pode comprar hotéis, aviões, carros, lanchas, jóias, menos vida e cultura, e aí os que deveriam ser invejados na cultura capitalista passam a ser os invejosos.

A internet não é nada, em seu sentido mais estrito nem material é, é possibilitada pela tecnologia, mas não é a tecnologia, assim como o livro é a tecnologia que carrega idéias no formato de textos escritos. Internet é a possibilidade de conexão, de livros, pessoas, dados. Há livros na internet, ela carreia livros, ela carreia textos que em sua acepção mais básica também são livros, e é preciso ver cada um destes livros com seu devido formato, um twitter é um livro onde a mediocridade e leviandade são forçados pela limitação de caracteres, a imposição de tamanho é uma garantia de leviandade, um mata burro, é falácia dizer que tudo pode ser sintetizado, assuntos complexos precisam de espaço e assim ficamos nos textos mais que rasos deste livrinho chinfrim. Há quem diga que a internet só comporta textos curtos, e aí estão delimitando a internet como o espaço dos levianos, está certo que ler em computador ou tablet é cansativo por conta da luz lançada diretamente em seus olhos, mas o e-reader veio trazer um novo conforto, o mesmo do papel que permite ler milhares de páginas com concentração e ambientação sem igual. Livros constituídos só de palavras ainda são imprescindíveis, os babacas que dizem que hoje livros terão que ter áudios, fotos e vídeos são uns idiotas, é a mesma restrição mental dos poucos caracteres do twitter, ao mesmo tento não advogo que livros não devam ter imagens áudios ou vídeos, tudo depende das possibilidades e do que se quer fazer, assim ainda justiça-se livros só de palavras, como livros com todo o resto, mas o fato relevante é que livros só com palavras ou com muitas palavras são únicos e não podem ser substituídos, e mais do que isso, carreiam toda a nossa existência como espécie humana.

E agora temos que falar sobre os formatos do livro eletrônico, o código que carrega o código da escrita, é imprescindível que seja o mais aberto possível para que livros sejam copiados indefinidamente, que é o que ocorreu com os livros de Platão que não se perderam nos fogos da biblioteca de Alexandria, toda esta estória de restringir o ebook fede, é contra o livro e o que é o livro. Atualmente temos o epub que é um formato relativamente livre, um texto que reflui conforme o tamanho da página, mais ou menos como o html, é limitado mas capaz de comportar toda a literatura já produzida, e mais que isso, alinha-se com a capacidade das telas e-ink. Sua versão 3 o Epub3 traz capacidade de áudio e vídeo, e até programas que podem funcionar como vírus, um grande problema, e não compatível com as telas e-ink, pois se gastam pouca energia é pelas características de imagens estáticas da leitura, se fossem mostrar vídeo não suportariam cinco minutos. Pode parecer pouco para os ignorantes que não lêem, mas a combinação e-ink e epub tem uma capacidade monstruosa de portar a literatura, mais que desenvolver o epub3 é necessário padronizar as características de apresentação do epub que varia de aparelho para aparelho. É bom lembrar que o PDF só progrediu por ser um padrão aberto, mas era para emular o papel, para portar literatura eletrônica o epub é muito melhor. Padrões proprietários como os da Amazon ou os DRMs são uma excrecência, denigrem a própria literatura, e os serviços de aluguel online de livros são ainda piores, frutos deste mercado que gosta de produtos mas odeia livros.

Em teoria o livro precisa apenas do autor, e veja quão difícil é encontrar um bom livro, imagina um livro que envolve texto, imagens, áudio e vídeo, muitíssimo mais difícil, assim é mais fácil encontrar um grande livro do que um grande filme, que exige toda uma equipe; imagina os tais “enhanced books”, ia ser um festival de horror, escrever é mais que juntar palavras de qualquer jeito, e se só com texto é difícil ter grandes obras, imagina com o todo o resto e o nível de excelência necessário a um grande trabalho.

Espero que este texto esteja ajudando a evidenciar o festival de sandices que se fala hoje do futuro do livro, pois o livro do futuro também é o livro do passado. Lembram que falei que nossas habilidades dependem do aprendizado? Grande parte deste aprendizado precisa do livro e sua forma, como disse antes nossos genes nos dão a capacidade, mas não a habilidade do raciocínio abstrato, para isso é preciso desenvolvimento, treino, e para isso o livro escrito é fundamental, é nele que podemos brincar com idéias complexas, nenhuma outra mídia permite este nível de abstração e concentração, dominar livros é ganhar a capacidade de raciocínio superior.

Existem os livros que lemos, existem os que não lemos, impossível ler todos, mas é possível justificar a existência dos que não lemos, eles contribuem para a diversidade, e assim cada um lê os livros que quer, da interação humana vem a diversidade, e dela seleciona-se as melhores idéias, como já viu Darwin é preciso diversidade para ter seleção. É incrível como capitalistas e socialistas odeiam livros, os capitalistas querem que existam apenas os que vendam muito e dêem lucro, os socialistas querem te dizer o que ler para não haver diversidade e assim acabar com a contestação de idéias. Assim a diversidade, característica inerente do livro é execrada por ambos, pois o livro é coisa de humano e ambas as ideologias são inumanas.

E assim encero minha defesa do livro com muitas palavras, que precisa de tempo, concentração e raciocínio para revelar seus segredos ou simplesmente para nos transportar para as mais incríveis realidades fantásticas.

Alex

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